Arquivo | janeiro 2009

Dia de Faxina

dias

Estava precisando fazer uma faxina em mim… Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados…

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões…

Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas… E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!… Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste… Mas lá também havia outras coisas… e belas!

Um passarinho cantando na minha janela… aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!… Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei aspalavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos…

Como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…

Maldade

drama

“Nenhum homem cruel, é cruel na medida em que o maltratado julga”
Nietzsche, Friedrich 

“É evidente que a malvadez também tem o seu limiar. Sim, um ser humano hesita e oscila entre o bem e o mal toda a sua vida… Mas enquanto o limiar de maldade não for ultrapassado, a possibilidade de retorno mantém-se e o indivíduo mantém-se dentro dos limites da nossa esperança.
Martin Amis, in ‘Koba o Terrível’

“Certas paixões contagiosas tornam-se, por esse motivo, facilmente coletivas. A sua ação é, então, irresistível. Elas precipitaram muitos povos uns contra os outros nas diversas fases da história.
A maldade é, no seu juízo, um poderoso elemento do progresso humano. Parece, infelizmente, muito certo que, se os homens tivessem seguido o preceito do Evangelho “Amai-vos uns aos outros”, ao invés de obedecerem ao da Natureza, que os incita a se destruírem mutuamente, a humanidade vegetaria ainda no fundo das primitivas cavernas
.”
Gustave Le Bon

O mal realmente existe, não é conto da caroxinha ou algo a ser ignorado, pelo menos, tenho visto que em pleno século XXI, aquelas reflexões que lemos fazem parte de um progresso constante em meio a humanidade.
A perda de valores, o egoísmo desenfreado que acaba sendo reflexo da “paixão” citada por Gustave Le Bon, são elementos fundamentais que levam a humanidade à maldade.
Vivemos em um tempo de consumismo em que você vale o que pesa e partindo desse príncipio, muitas pessoas não medem esforços para alcançarem seus objetivos.

 

 Sei que é bacana correr atrás do que deseja, traçar metas, mas devemos levar em consideração a que custo, ou seja, não é legal passar por cima das pessoas para adquirir o que deseja… Falando dessa forma, tenho certeza que muitas pessoas concordarão comigo, senão todas! Mas, será que isso faz parte da sua conduta diária?? Será que em algum momento, vc não para e diz: – Não é comigo não estou nem aí?
A coisa fica pior quando olhamos por um lado mais específico, no caso de um religioso por exemplo, onde me desculpem caros leitores, mas a hipocrisia permeia de maneira sutil. A solução acaba sendo atribuída aos espíritos, ou seja: Se alguém fizer uma coisa monstruosa,ou ruim,  a culpa nunca é dele, é sempre do “coitado” do diabo, capeta, ou Lucífer… Como queiram chamar o vil “autor”. Não acham que esse carinha está sendo muito elogiado? Afinal, atribuem poderes a ele que sinceramente não sei se os têm de fato…

A minha verdade à respeito é a seguinte:

Existem pessoas e “pessoas“… Existem pessoas que têm um coração generoso, e que ainda assim erram, mas ao enxergar o seu erro, sente, se arrepende e tenta viver sem o cometer novamente… E existem “pessoas”  que erram e viram a página ao errar; Como se nada tivesse acontecido e se tiver que fazer de novo o mesmo ato o fará, pois sabe que é dessa maneira que alcançará seu objetivo, sendo assim, como podemos destinguir tais situações?
A minha verdade acredita na índole, ou seja, tendência natural.

“A vida é um ping pong: tudo o que você faz volta, de alguma forma, para você. Pode demorar muitos e muitos anos, mas, tenha certeza, volta mesmo.
Pena que não descobrimos isso quando somos crianças. Aprenderíamos desde cedo que lapidar nosso caráter traz um efeito benéfico e multiplicador ao longo da vida e nos faz viver com mais conforto, tranqüilidade e sucesso.
É fácil perceber pessoas a nossa volta que têm problemas de índole e, por conseqüência, puxam seus próprios tapetes. Essa situação aparentemente caricata assemelha-se a um desenho animado, onde o personagem, no intuito de fazer algo em seu benefício, cai ao puxar o tapete em que está pisando. Vemos isso todos os dias!
Como dizer a essas pessoas que a deficiência está no caráter que elas desenvolveram? A má notícia é que, infelizmente, não existe cura. É o típico “pau que nasce torto, morre torto”. Se você fizer o mesmo, obterá problemas em curtíssimo prazo.”
                                                                                Jorge Sabongi 

Talvez, meu próximo post fale um pouco mais sobre a questão da índole, mas não custa nada tentar analisar por esse prisma, né?

Flexibilidade Emocional

yoga

Um bom grau de flexibilidade é algo extremamente importante, sendo um dos principais atributos das pessoas que conseguem resultados expressivos. É, também, uma boa forma de medir a inteligência emocional de uma pessoa. Uma pesquisa efetuada num universo de 10.000 executivos e gerentes em que foram considerados 4 níveis de flexibilidade, sendo 1 o mais baixo e 4 o mais elevado, constatou que pelo menos 75% das pessoas encontram-se nos níveis de baixa flexibilidade(1 e 2). Existem mesmo organizações em que este percentual ultrapassa a casa dos 90%.

Galera, fiz meu teste e me enquadrei no nível 3:

 FLEXIBILIDADE 3
A pessoa deste grau de flexibilidade, tem boa probabilidade de agir com propriedade e dar uma resposta adequada em grande parte das situações. Está num ponto em que pode integrar as várias polaridades, tais como: firmeza e tolerância, falar e ouvir, conceder e exigir, formalidade e informalidade, dominância e condescendência. Assim, mesmo que seja uma pessoa condescendente, se a situação demandar um comportamento dominante poderá tê-lo. Se for uma pessoa formal, poderá ter um comportamento informal. Deste modo, não importam quais sejam suas características pessoais básicas, ela poderá ter comportamentos que lhe permitam ter um desempenho de alto nível numa boa parte de situações. Tem possibilidade de se comunicar melhor, lidar com as situações de tensão e estresse e tratar das questões do relacionamento interpessoal sem perder o foco dos seus objetivos.

Conclusão:
Flexibilidade, é uma questão de desenvolvimento pessoal, amadurecimento e alfabetização emocional. A pessoa flexível é uma pessoa que sabe muito bem identificar objetivos relevantes e manter o foco. Age como um sistema aberto, isto é, está em interação com o meio ambiente, sabe identificar situações e dar respostas adequadas. É criativa ou metódica quando tem que ser. A pessoa de baixa flexibilidade é uma pessoa que está fechada, seja por suas crenças, seja por seus comportamentos. Quanto maior o grau de flexibilidade melhor. Uma maior flexibilidade significa uma maior capacidade de usar da melhor forma possível o seu potencial, para alcançar os seus objetivos.
Para melhorar a sua flexibilidade aqui vão algumas sugestões:

– Veja cada situação pela sua ótica e pela a da outra pessoa
– Aumente o seu repertório comportamental, isto é, descubra outras formas de fazer as coisas. Tenha em mente que tudo o que faz é apenas uma das alternativas possíveis
– Procure entender e praticar o processo de comunicação. Para se comunicar bem é preciso ter boa flexibilidade.
– Tenha em mente que no processo de comunicação o que importa não é o que se faz, mas sim a resposta que se obtém pelo que se faz
– Procure praticar o princípio do primeiro compreenda, depois se faça compreender
– Procure desenvolver o seu lado criativo e o seu lado crítico
– Esteja atento às polaridades e saiba manejar com elas. A vida é feita delas. Dia-noite; homem-mulher; contração-expansão; alegria-tristeza; dominante-condescendente; formal-informal

A idéia em falar sobre esse tema surgiu de um papo super bacana que tive com a Teca, que além de ser minha terapeuta querida, uma ótima profissional, é uma boa amiga. Achei legal abordar o tema aqui, afinal, esse é meu espaço, onde divido o que acho ser “meus tesouros” com vcs… Nada melhor do que conhecimento, pois esse é um bem que não pode ser roubado, espero que vcs entendam e caso queiram fazer o teste, é só dar um toque que mando pra vcs, ok?
Beijos

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