Arquivo | novembro 2009

Tireóide de Hashimoto

tiroide_hipofise1

E aí miguxos, tenho vindo pouco aqui… Mas é por conta de trabalho, cuidados com a família e com a saúde… Pois é!
Quem me conhece sabe que há anos venho tentando compensar minha tireóide… No início o quadro foi grave [Hipertireoidismo], estive internada, passei por diversos exames e finalmente os médicos acharam melhor que eu tomasse uma dose de iodo radioativo para matar o processo alucinado.
Agora, depois de cinco anos tentando sem grandes resultados, meu exame diagnosticou a tireóide de Hashimoto.
Resolvi postar aqui a respeito, já que muitas pessoas sofrem do problema e n em se dão conta.

TIREOIDITE DE HASHIMOTO

O Hashimoto é uma doença auto-imune, com destruição da glândula pelos nossos próprios anticorpos. É 7x mais comum nas mulheres e apresenta uma clara relação familiar. O processo é lento e silencioso nos primeiros anos.

Ocorre da seguinte maneira:

Surgem os anticorpos que começam a atacar a glândula. Conforme as células da tiróide vão sendo destruídas, os níveis de T4 e T3 vão caindo. Neste momento, a hipófise aumenta a secreção de TSH estimulando as células ainda sadias a aumentar sua produção. Normaliza-se o T3 e T4 às custas de um TSH mais alto. Nesta fase o paciente não apresenta sintomas, mas nas análises de sangue já conseguimos detectar um TSH mais alto que o normal. É a fase de hipotireoidismo subclínico. Conforme mais células vão morrendo, mais TSH vai sendo secretado, até o ponto que as células remanescentes são tão poucas que já não conseguem mais produzir o T3 e T4 necessários para manter um nível sanguíneo desejado. Começam a surgir os sintomas do hipotireoidismo.

E quais são estes?
– Bócio
– Astenia
– Pele seca
– Dor nas articulações
– Síndrome do túnel do carpo.
– Constipação intestinal (prisão de ventre)
– Aumento do colesterol
– Alterações da menstruação
– Ganho de peso
– Intolerância ao frio
– Perda de cabelo
– Letargia
– Edemas (Inchaços)
– Em casos graves e não tratados: Coma

O hipotireoidismo leva a ganho de peso, mas NÃO É CAUSA DE OBESIDADE. É muito comum as pessoas justificarem sua obesidade pelo hipotireoidismo, quando na verdade essa condição leva ao ganho de apenas poucos quilos. Ninguém fica obeso porque está com esta doença.

O hipotireoidismo causado pela remoção ou irradiação da tireóide apresenta os mesmos sintomas do Hashimoto, com a diferença que seu início é abrupto e não progressivo.

Em crianças o hipotireoidismo leva a um quadro de baixo crescimento e retardo mental chamado de cretinismo ( daí a origem da palavra cretino). Os hormônios tireoidianos são esseciais para o desenvolvimento do cérebro.

Outra causa de hipotireoidismo é a carência de iodo, substância necessária para produção dos hormônios. Hoje existe suplementação de iodo no sal de cozinha e por isso, esse tipo de hipotireoidismo é mais raro nas áreas urbanas.

O diagnóstico é feito com a dosagem de TSH, T4 e dos anticorpos contra tiróide (anti-TPO e anti-tireoglobulina). Hoje já somos capazes de diagnosticar a doença antes dela apresentar sinais clínicos. Uma das primeiras alterações é a elevação do colesterol que pode preceder em anos o início do hipotireoidismo franco.

Felizmente, também já existem hormônios tireoidianos sintéticos e o tratamento da doença consiste na simples administração diária destes.

“A Soma dos Dias”

cover-145214-600

Em “A Soma dos Dias”, da editora Betrand Brasil, Isabel Allende retoma a narrativa de Paula, sua primeira obra autobiográfica, relembrando os acontecimentos posteriores à perda da filha, vítima de uma doença rara. O livro é, em essência, a história de amor entre uma mulher e um homem – Allende é casada com William C. Gordon, advogado e também escritor – que, envoltos por uma grande e moderna família, venceram juntos muitos obstáculos sem perder a paixão e o humor. Além das muitas revelações íntimas e familiares, cartas, conversas e lembranças felizes e outras nem tanto, a autora traça um abrangente painel sobre a sociedade norte-americana das últimas duas décadas, do ponto de vista de uma chilena radicada na Califórnia.

A obra é constituída por um conjunto de pequenas memórias, através das quais a autora narra a história recente da sua família, nomeadamente no que diz respeito ao período posterior à morte da sua filha Paula, com Porfíria. Aliás, o livro resulta numa espécie de carta póstuma que a autora endereça à própria filha, com o intuito de a manter a par dos acontecimentos ocorridos, após a data da sua morte, com aqueles a quem Isabel Allende carinhosamente apelida de “sua tribo”.

      É um registo marcado, essencialmente, por emoções vividas, dificuldades sentidas e ultrapassadas, momentos de ternura e união familiares… Percebemos, através das palavras da autora nesta soma dos seus dias, o porquê de muitos dos seus escritos, a construção das suas outras obras e passamos a admirá-la ainda mais.

“O meu trabalho consiste em criar histórias. Teço com os fios da imaginação e da realidade, da intuição e da lógica, da experiência pessoal e a da experiência colectiva. Cada livro é como uma tapeçaria com fios de muitas cores. Na medida do possível, o desenho deve possuir harmonia e claridade, e não se devem ver os nós.” (Isabel Allende)

%d blogueiros gostam disto: