– Adeus, Lenin!

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Pouco antes da queda do muro de Berlim uma mulher entra em coma e desperta dias depois, após a vitória capitalista. Temendo que as mudanças políticas no país agravem seu estado de saúde, seu filho elabora um plano para que ela acredite que tudo continua exatamente como antes.
* – *

Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.
* – *

Premiações:
– Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

– Recebeu uma indicação ao BAFTA, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

– Recebeu uma indicação ao Cesar, na categoria de Melhor Filme Europeu.

– Ganhou o Goya na categoria de Melhor Filme Europeu.

– Ganhou 6 prêmios no European Film Awards, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Daniel Brühl), Melhor Roteiro, Melhor Diretor – Prêmio do Público, Melhor Ator – Prêmio do Pùblico (Daniel Brühl) e Melhor Atriz – Prêmio do Público (Katrin Sab). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Atriz (Katrin Sab).

– Ganhou o prêmio Blue Angel, no Festival de Berlim.

 Curiosidades
– Exibido na mostra Panorama, no Festival do Rio 2003.

– Foi o representante alemão para a disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2004.

Adeus, Lênin!” é um filme extremamente humano, daqueles que poucas vezes por ano temos a oportunidade de assistir. O filme tem alguma semelhança com “A Vida é Bela” no sentido de que há uma pessoa querendo ocultar a verdade para outra de forma a protegê-la, mas aqui o assunto é tratado com uma leveza bem maior, sem falar que o próprio desenrolar da história é muito mais verossímil do que a saga de Roberto Benigni e seu filho em um campo de concentração nazista.

O filme consegue mesclar informação histórica sobre a Alemanha Oriental e sua trama de forma que informa e ao mesmo tempo encanta a quem assiste. Logo de início temos uma visão de como era a vida na Alemanha Oriental, com o processo de reunificação também sendo detalhado já em sua primeira meia hora. Inclusive este processo de mudanças extremas no país impressiona pela rapidez com que tudo ocorre, o que é evidenciado pela quantidade de informações que é passada ao público para, apenas depois, ser revelado que tudo aquilo aconteceu em apenas 8 meses. Tempo demais para qualquer pessoa, como Christine, permanecer em coma, mas também um período muito curto para que tantas mudanças ocorressem em uma sociedade.

Com o despertar do coma de Christine o filme se dedica à busca incessante de Alexander, seu filho, em evitar que a mãe saiba das mudanças ocorridas na Alemanha Oriental. O motivo é simples: Christine é uma socialista convicta e acabou de sofrer um infarto. Para evitar um 2º infarto, que seria fatal, deve levar uma vida sem que tenha choques ou emoções muito fortes. Como as mudanças foram muito gritantes, e extremamente conflitantes com a ideologia a qual a mãe defende, Alex decide por poupar a mãe e criar em torno dela uma outra realidade, onde nada aconteceu e a Alemanha Oriental continua a mesma de antes de seu infarto.

Para obter sucesso Alex não mede esforços: busca potes de antigos produtos que não estão mais à venda, redecora sua casa para que nenhuma novidade pós-reunificação fique explícita, convence amigos a ajudarem na recriação do antigo país, produz vídeos com notícias falsas, que sua mãe possa ver na TV… Este último, por sinal, produz algumas das melhores cenas do filme, já que sempre que algo foge ao seu controle Alex busca explicar à mãe, através de notícias de um telejornal falso, uma justificativa para que tal situação tenha ocorrido.

E assim segue o filme, com a busca incessante de Alex em manter as aparências de forma a que sua mãe não sofra um novo infarto. Este trabalho provoca cenas divertidíssimas, onde o inusitado sempre cria mais problemas para Alex, e ao mesmo tempo tocantes, pela própria dedicação do filho em fazer com que tudo dê certo. Tudo isso, mais o próprio desenrolar histórico da nova Alemanha, produziu um filme que informa e emociona na medida certa. Muito bom filme.”

Crédito Total: Adoro Cinema

Trailer

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3 responses to “– Adeus, Lenin!”

  1. Creuza Moura says :

    considerações
    1 – vc demorou tempo demais para ver este filme!
    2 – eu também gostei muito e indiquei “pra geral”, como diz meu filho, e acho que inclusive para vc.
    3 – me chamou atenção justo a dedicação do filho em evitar o choque na mãe evitando assim perdê-la. e ver seu esforço ir por agua a baixo quando a mae resolve levantar da cama e dar uma volta sem que ninguem veja foi pra mim um dos melhores momentos do filme.
    4- ela teve uma parada cardiaca e foi consequentemente ao coma justo por ver o filho em uma passeata em prol da queda do muro de berlim. logo todo esforço dele se dá também por causa da culpa.
    5 – A cena do filho catando potes de vidro com um rotulo de pickles do tipo que a mãe dele estava acostumada a consumir é ótema.
    6 – outra cena bem legal e uma que ele paga uns moleques pra ir cantar pra mãe e os garotos reclamam que ele paga muito pouco no final tb e bem legal.

    eu adorei o filme e recomendo

    bjs

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  2. Creuza Moura says :

    ah te indico JUNO
    a protagonista me lembrou muito vc e a história e ótima . nos faz pensar bastante sobre gravidez na adolescencia, relacionamentos no geral. o filme trata de um tema pesado e que tem tudo pra não agradar de uma forma leve e espontânea. e ate mesmo surpreendente.

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  3. Paulo Monteiro da Silva says :

    Adorei os comentários e o destaque. As transformações são uma extrema necessidade de nosso Brasil e do Mundo, sempre. É bonito ver e ouvir falar em amor, elevado. Toca nossa alma. Grato!

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